Valeria Oliveira

“A metáfora de uma árvore provendo a terra de melhores frutos a cada safra é perfeita para a carreira da artista Valéria Oliveira. Ressalto a palavra artista, pois há algum tempo Valéria não é mais só uma cantora, é uma artista atenta a tudo para dar o seu melhor ao mundo. Seu canto está, definitivamente, mais sutil e poderoso.”

Marize Castro - Jornalista e poeta

Valéria Oliveira nasceu em Natal, capital do Rio Grande do Norte. Sua infância foi vivida no bairro das Rocas, reduto do samba potiguar, região portuária da cidade, onde cresceu ouvindo cantores populares como Luiz Gonzaga, Clara Nunes, Alcione, entre outros. Em sua adolescência, passou a ouvir ícones da MPB como Elis Regina, João Bosco, Edu Lobo, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano, Maria Bethânia, Gal Costa e bossa-novistas como o poeta Vinícius de Moraes, Toquinho, João Gilberto e Nara Leão. Formou-se em Engenharia Civil em 1991 e atuou na área até 2001, quando decidiu se dedicar exclusivamente à carreira artística que teve seu marco inicial também em 91.

A partir de 2000 realizou turnês internacionais inauguradas no Japão, onde obteve reconhecimento do público e 4 discos produzidos pelo japonês Kazuo Yoshida, que além de produtor é baterista, com participações de artistas como Edu Lobo e Filó Machado. Seguiram-se turnês pela Suiça e Estados Unidos, onde participou do Festival SXSW e realizou show e participações na cidade de New Orleans.

No Brasil realizou turnês que passaram pelo Rio de Janeiro, com participações de Ademilde Fonseca, Pedro Amorim, Dona Ivone Lara e Rildo Hora (Teatro Rival, Lapinha, Miranda). Na capital carioca fez também participações em shows da Velha Guarda da Portela e da cantora Dorina. Em São Paulo os shows aconteceram no Sesc Pinheiros, Auditório Ibirapuera, este com a participação de Ná Ozzetti, no Tom Jazz e no Crowne Plaza. Em Brasília desembarcou no Clube do Choro cantando Clara Nunes. Em João Pessoa lotou o auditório da ENERGISA também com o show em homenagem a Clara. Em shows que apresentou em Natal teve convidados ilustres como Dona Ivone Lara, a Velha Guarda da Portela, Leila Pinheiro, Joyce e Daúde e cantou com as norte-americanas Tricia Boutté e Michaela Harrison no Projeto MPB Jazz. Foi convidada de Leila Pinheiro em seu show no Teatro Riachuelo (2015).

Possui 9 discos de carreira, o penúltimo deles foi o projeto “em águas claras”, em homenagem à Clara Nunes, lançado em 2013, produzido por Rildo Hora com a participação da Velha Guarda da Portela. Agora ela se prepara para o lançamento do seu novo CD intitulado “Mirá”, uma produção compartilhada com o maestro Rildo Hora. Mirá vem recheado de sambas inéditos da própria Valéria, vários em parceria com autores potiguares, e de compositores cariocas como Fátima Guedes, Délcio Luiz e Moacyr Luz, que inclusive faz um dueto com Valéria na faixa “amor que eterniza”, fruto de sua parceria com Délcio. O disco tem direção musical de Jubileu Filho e foi gravado entre Rio e Natal.

“Com o crescimento da música brasileira no mundo, são frequentes os casos de artistas que são desconhecidos no Brasil, mas fazem boas carreiras no exterior. É o caso da ótima Valéria Oliveira, de Natal.”

Nelson Motta – Crítico Musical

“Em seu sexto disco solo (“Leve só as pedras”), a potiguar Valéria Oliveira toma coragem para gravar um repertório majoritariamente seu, deixando clássicos da música popular e canções ditas regionais de lado. O resultado é satisfatório, com boas faixas como “Pensando em ti”, “A nova – pelo tempo que você quiser”, “O sonho pede socorro” e “Dores pequenas”. Samba e pop são temperados com discrição.”

Luiz Fernando Vianna – Jornalista e crítico musical